sábado, 17 de setembro de 2016

TIPOS DE DOMINAÇÃO, SEGUNDO MAX WEBER

Há uma relação de dominação quando uma quantidade qualquer de indivíduos obedece a uma ordem vinda de parte da sociedade, seja ela composta por uma ou por diversas pessoas. A dominação é sempre resultado de uma relação social de poder desigual, onde se percebe claramente a existência de um lado que comanda (domina) e outro que obedece. Podemos assemelhar assim a dominação a qualquer situação em que encontremos indivíduos subordinados ao poder de outros. Mas a dominação difere das relações de poder em geral por apresentar uma tendência a se estabilizar, a procurar manter-se sem provocar confrontos.
         Assim, as relações de dominação dentro de uma sociedade se caracterizam por buscar formas de legitimação, de ser reconhecidas como necessárias para a manutenção da ordem social.
O sociólogo alemão Max Weber [Erfurt, 1864 - Munique, 1920] apresentou, em um de seus estudos mais importantes, três tipos puros de dominação legítima, cada um deles gerando diferentes categorias de autoridade. São classificados como puros porque só podem ser encontrados isolados no nível da teoria, combinando-se quando observados em exemplos concretos.
O primeiro deles é a dominação tradicional. Significa aquela situação em que a obediência se dá por motivos de hábito porque tal comportamento já faz parte dos costumes. É a relação de dominação enraizada na cultura da sociedade. Um exemplo extremamente claro é o da família patriarcal. Os filhos obedecem aos pais por uma relação de fidelidade há muito estabelecida e respeitada.
O segundo tipo é a dominação carismática. Nela, a relação se sustenta pela crença dos subordinados nas qualidades superiores do líder. Essas qualidades podem ser tanto dons sobrenaturais quanto a coragem e a inteligência inigualável. Podemos tomar como exemplo qualquer grupo religioso centrado na figura do profeta, que apenas por meio de suas habilidades e conhecimentos pessoais, sem o uso da força, consegue arregimentar um grande número de seguidores.
O terceiro tipo é a dominação legal, ou seja, por meio das leis. Nessa situação, um grupo de indivíduos submete-se a um conjunto de regras formalmente definidas e aceitas por todos os integrantes. Essas regras determinam ao mesmo tempo a quem e em que medida as pessoas devem obedecer. Um exemplo ilustrativo é o do empregado que acata as ordens de um superior, de acordo com as cláusulas (regras, leis) do contrato assinado.


 Fonte: http://pt.shvoong.com/social-sciences/sociology

terça-feira, 16 de agosto de 2016

LIVRO O SEGUNDO SEXO COMPLETO


      O Segundo Sexo, livro escrito por Simone Beauvoir, é uma obra básica para o entendimento do feminismo. É considerada por alguns um marco teórico importante da chamada segunda onda do feminismo no Brasil, e traz diversos conceitos e argumentações irrefutáveis e importantes para a luta feminista. É um livro por vezes complexo, como não poderia deixar de ser, mas cujo conteúdo precisava ser mais e mais divulgado, ainda mais levando-se em conta que há pessoas que refutam o feminismo como se fosse algo desnecessário ou antigo. Definitivamente uma obra necessária e mais relevante do que nunca.
      Acesse o livro completo no link abaixo:

sábado, 28 de maio de 2016

SOCIOLOGIA DA RELIGIÃO

No que consiste a Sociologia da Religião?
A Sociologia da Religião é um ramo da Sociologia e ela se fundamenta na compreensão humana entre o “profano” e o “sagrado”.  Independente da crença, o que é mais significativo da religião para a Sociologia é o papel fundamental que ela exerce na vida social.
Como é a pesquisa em Sociologia da Religião? Quais são os principais Sociólogos?
A pesquisa em Sociologia da Religião se dá de forma empírica, através de autores clássicos como Émile Durkheim, Max Weber, Georg Simmel, e outros autores que colaboram pra essa análise como Sigmund Freud e William James. Vou me concentrar a falar um pouco sobre os Clássicos. Lembrando que, a orientação pessoal de cada sociólogo emerge de modo claro por meio das próprias definições de religião.
Émile Durkheim e as Formas Religiosas – Durkheim considera a religião como parte essencial da vida social, em sua própria obra “As formas elementares da vida religiosa” ele diz: “Nosso objetivo, neste livro, é estudar a religião mais primitiva e simples atualmente conhecida, fazer a análise dela, tentar sua explicação.” Para o sociólogo, a ciência não substitui a religião. Há algo eterno na Religião. Em toda obra ele visa à busca da origem da vida social, e tem como pesquisa o Totemismo de povos primitivos na Austrália. Em busca do universo ideológico do fenômeno religioso ele consegue articular as representações de tempo, espaço, morte através da instituição nas quais ele acreditava ter uma consciência coletiva. Conclui a obra entendendo que a religião é algo eminentemente social, as representações religiosas são representações coletivas (Ritos), nesse sentido a religião é um produto do coletivo.
Max Weber e a Religião – Um dos principais motivos de sua pesquisa foi captar as relações entre economia e religião. Ele reconhece o capitalismo como uma força na realidade social moderna, mas evita atribuir a uma só matriz a origem das dinâmicas sociais (divergindo de Marx). Nesse sentido ele trabalha com o econômico e o religioso em sua obra “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”. Nessa obra ele analisa a origem de uma consciência econômica condicionada a um conteúdo da fé religiosa. Tem como recorte o caráter predominante protestante calvinista, que em sua análise pregava a acumulação de capital em um objetivo existencial, e que o sucesso na profissão é um sinal de predileção divina.
Georg Simmel Religiosidade e Religião – Simmel dá início diferenciando os dois conceitos – Religiosidade e Religião, que em sua opinião se difere pelo fato de que a Religião é criada pela Religiosidade e não o contrário. A Religiosidade seria uma “disposição de ânimo interior”, e a religião uma fase mais avançada, uma objetivação da fé. . Um processo similar que o autor faz com natureza e cultura. Um exemplo: A crença na versão simmeliana seria um exemplo de religiosidade, enquanto os ritos se encontrariam a meio caminho entre a religiosidade e religião.
por: Abner Davi

sábado, 7 de maio de 2016

A RACIONALIZAÇÃO DO MUNDO SEGUNDO MAX WEBER.

Para o sociólogo alemão Max Weber, a sociedade ocidental passou por um processo de racionalização. Este processo possibilitou uma nova visão de mundo, superando gradativamente as explicações religiosas, substituindo-as por explicações racionais. A este fenômeno, Weber chamou de desencantamento do mundo. E o que significa “desencantamento” para este autor?: “É importante lembrar que esse termo, nas obras do pensador alemão, não significa perda, carência. Sendo que o termo desencantamento do mundo não é desencanto, como alguém que se desencanta com outra pessoa, e não pode ser confundido com estado de espírito que possa se encontrar desencantado, como uma espécie de desapontamento, desilusão”. (CARDOSO, 2014, p. 107) Desfeita esta noção equivocada, desencantamento significa a “desmagificação” do mundo: o afastamento das crenças tradicionais religiosas. Nesse sentido, o encantamento, das explicações de mundo teológicas, é substituído pela razão científica, ou seja, a racionalização do mundo.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Carta aos meus alunos do colégio Amazônia


O que me faz feliz ao partir?
A saudade que sentirei:
dos momentos em que corrigi as suas provas;
dos sorrisos, das aflições, uma parte minha fica convosco, e muito de vocês fica dentro de mim.
Sim, vale a pena viver!
E vocês me ajudaram a enxergar a vida de uma maneira melhor e mais alegre.
Sim, eu amo vocês!
Toda quinta-feira ainda acordarei com aquele sentimento maravilhoso de reencontra-los.

Assinado: professor Harley Cunha