terça-feira, 16 de agosto de 2016

LIVRO O SEGUNDO SEXO COMPLETO


      O Segundo Sexo, livro escrito por Simone Beauvoir, é uma obra básica para o entendimento do feminismo. É considerada por alguns um marco teórico importante da chamada segunda onda do feminismo no Brasil, e traz diversos conceitos e argumentações irrefutáveis e importantes para a luta feminista. É um livro por vezes complexo, como não poderia deixar de ser, mas cujo conteúdo precisava ser mais e mais divulgado, ainda mais levando-se em conta que há pessoas que refutam o feminismo como se fosse algo desnecessário ou antigo. Definitivamente uma obra necessária e mais relevante do que nunca.
      Acesse o livro completo no link abaixo:

sábado, 28 de maio de 2016

SOCIOLOGIA DA RELIGIÃO

No que consiste a Sociologia da Religião?
A Sociologia da Religião é um ramo da Sociologia e ela se fundamenta na compreensão humana entre o “profano” e o “sagrado”.  Independente da crença, o que é mais significativo da religião para a Sociologia é o papel fundamental que ela exerce na vida social.
Como é a pesquisa em Sociologia da Religião? Quais são os principais Sociólogos?
A pesquisa em Sociologia da Religião se dá de forma empírica, através de autores clássicos como Émile Durkheim, Max Weber, Georg Simmel, e outros autores que colaboram pra essa análise como Sigmund Freud e William James. Vou me concentrar a falar um pouco sobre os Clássicos. Lembrando que, a orientação pessoal de cada sociólogo emerge de modo claro por meio das próprias definições de religião.
Émile Durkheim e as Formas Religiosas – Durkheim considera a religião como parte essencial da vida social, em sua própria obra “As formas elementares da vida religiosa” ele diz: “Nosso objetivo, neste livro, é estudar a religião mais primitiva e simples atualmente conhecida, fazer a análise dela, tentar sua explicação.” Para o sociólogo, a ciência não substitui a religião. Há algo eterno na Religião. Em toda obra ele visa à busca da origem da vida social, e tem como pesquisa o Totemismo de povos primitivos na Austrália. Em busca do universo ideológico do fenômeno religioso ele consegue articular as representações de tempo, espaço, morte através da instituição nas quais ele acreditava ter uma consciência coletiva. Conclui a obra entendendo que a religião é algo eminentemente social, as representações religiosas são representações coletivas (Ritos), nesse sentido a religião é um produto do coletivo.
Max Weber e a Religião – Um dos principais motivos de sua pesquisa foi captar as relações entre economia e religião. Ele reconhece o capitalismo como uma força na realidade social moderna, mas evita atribuir a uma só matriz a origem das dinâmicas sociais (divergindo de Marx). Nesse sentido ele trabalha com o econômico e o religioso em sua obra “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”. Nessa obra ele analisa a origem de uma consciência econômica condicionada a um conteúdo da fé religiosa. Tem como recorte o caráter predominante protestante calvinista, que em sua análise pregava a acumulação de capital em um objetivo existencial, e que o sucesso na profissão é um sinal de predileção divina.
Georg Simmel Religiosidade e Religião – Simmel dá início diferenciando os dois conceitos – Religiosidade e Religião, que em sua opinião se difere pelo fato de que a Religião é criada pela Religiosidade e não o contrário. A Religiosidade seria uma “disposição de ânimo interior”, e a religião uma fase mais avançada, uma objetivação da fé. . Um processo similar que o autor faz com natureza e cultura. Um exemplo: A crença na versão simmeliana seria um exemplo de religiosidade, enquanto os ritos se encontrariam a meio caminho entre a religiosidade e religião.
por: Abner Davi

sábado, 7 de maio de 2016

A RACIONALIZAÇÃO DO MUNDO SEGUNDO MAX WEBER.

Para o sociólogo alemão Max Weber, a sociedade ocidental passou por um processo de racionalização. Este processo possibilitou uma nova visão de mundo, superando gradativamente as explicações religiosas, substituindo-as por explicações racionais. A este fenômeno, Weber chamou de desencantamento do mundo. E o que significa “desencantamento” para este autor?: “É importante lembrar que esse termo, nas obras do pensador alemão, não significa perda, carência. Sendo que o termo desencantamento do mundo não é desencanto, como alguém que se desencanta com outra pessoa, e não pode ser confundido com estado de espírito que possa se encontrar desencantado, como uma espécie de desapontamento, desilusão”. (CARDOSO, 2014, p. 107) Desfeita esta noção equivocada, desencantamento significa a “desmagificação” do mundo: o afastamento das crenças tradicionais religiosas. Nesse sentido, o encantamento, das explicações de mundo teológicas, é substituído pela razão científica, ou seja, a racionalização do mundo.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Carta aos meus alunos do colégio Amazônia


O que me faz feliz ao partir?
A saudade que sentirei:
dos momentos em que corrigi as suas provas;
dos sorrisos, das aflições, uma parte minha fica convosco, e muito de vocês fica dentro de mim.
Sim, vale a pena viver!
E vocês me ajudaram a enxergar a vida de uma maneira melhor e mais alegre.
Sim, eu amo vocês!
Toda quinta-feira ainda acordarei com aquele sentimento maravilhoso de reencontra-los.

Assinado: professor Harley Cunha

sábado, 16 de abril de 2016

ENEM 2016 - INSCRIÇÕES EM MAIO

Inscrições Enem 2016 começam em maio! O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou na manhã desta quinta-feira (14) a data oficial do período de inscrição do Enem 2016 – Exame Nacional do Ensino Médio. Os registros deverão ser realizados entre as 10h do dia 09 de maio até as 23h59min do dia 20 do mesmo mês, levando em conta o horário oficial de Brasília/DF.

IDEOLOGIA




A IDEOLOGIA, SUAS ORIGENS E PERSPECTIVAS
        A ideia de cultura nasce da análise das sociedades antigas, mas o conceito de ideologia é um produto essencialmente moderno, pois antes da Idade Moderna as explicações da realidade eram dadas pelos mitos ou pelo pensamento religioso.
Uma das primeiras ideias sobre ideologia foi expressa por Francis Bacon (1561-1626), em seu livro Novum organum (1620). Ele não utilizava o termo ideologia, mas, ao recomendar um estudo baseado na observação, declarava que, até aquele momento, o entendimento da verdade estava obscurecido por ídolos, ou seja, por ideias erradas e irracionais.
O termo Ideologia foi utilizado inicialmente pelo pensador francês Destutt de Tracy (1754-1836), em seu livro Elementos de ideologia (1801), no sentido de “ciência da gênese das ideias”. Tracy procurou elaborar uma explicação para os fenômenos sensíveis que interferem na formação das ideias, ou seja, a vontade, a razão, a percepção e a memória.
         Um segundo sentido de ideologia, o de “ideia falsa” ou “ilusão”, foi utilizado por Napoleão Bonaparte num discurso perante o Conselho de Estado, em 1812. Napoleão afirmou nesse discurso que seus adversários, que questionavam e perturbavam a sua ação governamental, eram apenas metafísicos, pois o que pensavam não tinha conexão com o que estava acontecendo na realidade, na história.
         Auguste Comte (1798-1857), em seu Curso de filosofia positiva (1830-1842), retomou o sentido de ideologia utilizado por Tracy – o de estudo da formação das ideias, partindo das sensações (relação do corpo com o meio) – e acrescentando outro, o de conjunto de ideias de determinada época.
        Karl Marx também não apresentou uma única definição de ideologia. No livro A ideologia alemã (1846), ele se referiu a ideologia como um sistema elaborado de representações e de ideias que correspondem a formas de consciência que os homens têm em determinada época. Ele afirmou ainda que as ideias dominantes em qualquer época são sempre as de quem domina a vida material e, portanto, a vida intelectual.
        Marx desenvolveu a concepção de que ideologia é a inversão da realidade, no sentido de reflexo, como uma câmara fotográfica, em que a imagem aparece “invertida”. Contrapondo-se a muitos autores que acreditavam que as ideias transformavam e definiam a realidade, Marx afirmava que a existência social condicionava a consciência dos indivíduos sobre a situação em que viviam. Assim, para Marx, as ideologias não são meras ilusões e aparências – e muito menos fundamento da história - , mas são uma realidade objetiva e atuante.
         No mesmo livro de Marx, pode-se encontrar a explicação de que a ideologia é resultante da divisão entre trabalho manual e o intelectual. O trabalho intelectual esteve nas mãos da classe dominante e, assim a medida que pôde “emancipar-se” da realidade concreta em que foi produzido e se transformar em teoria pura, pôde também transformar-se em teoria geral para todas as sociedades, sem levar em conta a história de cada uma delas. Essa emancipação das ideias é muito bem exemplificada por Marx. Ele se refere a um indivíduo que afirmava que os homens só se afogavam porque estavam possuídos pela ideia de gravidade. Se abandonassem essa ideia, estariam livres de qualquer afogamento. Marx não diz se esse homem foi bem sucedido na luta contra a ilusão de gravidade nem se tentou testar sua teoria.
        Emile Durkheim, ao discutir a questão da objetividade cientifica em seu livro As regras do método sociológico (1895), afirma que, para ser o mais preciso possível, o cientista deve deixar de lado todas as pré-noções, as noções vulgares, as ideias antigas e pré-científicas e as ideias subjetivas. São essas ideias que ele entende por ideologia, ou seja, o contrário de ciência.
        Karl Mannheim (1893-1947) talvez o sociólogo depois de Marx que mais tenha influenciado a discussão sobre ideologia. No livro Ideologia e utopia (1929), ele conceitua duas formas de ideologia: a particular e a total. A particular corresponde à ocultação da realidade, incluindo mentiras conscientes e ocultamentos subconscientes e inconscientes, que provocam enganos ou mesmo auto enganos. A ideologia total é a visão de mundo (cosmovisão) de uma classe social ou de uma época. Nesse caso, não há ocultamento ou engano, apenas a reprodução das ideias próprias de uma classe ou ideias gerais que permeiam toda sociedade.
         Para Mannheim, as ideologias são sempre conservadoras, pois expressam o pensamento das classes dominantes, que visam à estabilização da ordem. Em contraposição, ele chama de utopia o que pensam as classes oprimidas, que buscam a transformação.    
         Depois de Mannheim, muitos outros pensadores estudaram e utilizaram o conceito de Ideologia, mas todos eles tiveram como referência os autores que citamos.
por: Nelson Tomazi