segunda-feira, 11 de maio de 2020

Status e papéis sociais


     Na teoria de Weber, o status refere-se às diferenças existentes entre os grupos sociais quanto a honra ou ao prestígio social conferido pelos demais. Nas sociedades tradicionais, o status era, em geral, determinado com base no conhecimento direto de uma pessoa, adquirido por múltiplas interações em diferentes contextos ao longo de um período de anos. No entanto, com o aumento da complexidade das sociedades, criou-se a impossibilidade de o status ser sempre concedido dessa forma e, em vez disso, de acordo com Weber, o status passou a ser expresso por meio dos estilos de vida das pessoas. Sinais e símbolos de status - como a moradia, o vestir, o modo de falar e a ocupação - ajudam a moldar a posição social do indivíduo aos olhos dos outros. As pessoas que compartilham do mesmo status formam uma comunidade na qual existe uma noção de identidade conjunta. A cada posição de status é atribuída uma maneira específica de agir e de se relacionar na vida social. Estamos diante do que a Sociologia denomina de papéis sociais. São os comportamentos socialmente esperados de indivíduos e grupos em determinada posição de status. Por exemplo, quando o professor entra na sala de aula, os alunos esperam que ele cumpra certa rotina, socialmente definida.

Atividade

1 - O que é Status social na perspectiva weberiana?

2 - O que são Papéis sociais?


sábado, 9 de maio de 2020

Globalização e Neoliberalismo










A globalização é, de modo geral, vista como o processo de integração e inter-relação mundial envolvendo a economia, a cultura, a informação e, claro, os fluxos de pessoas. Esse fenômeno instrumentaliza-se pela difusão e avanço dos meios de transporte e comunicação, haja vista que regiões distantes, antes tidas como isoladas umas das outras, integram-se plenamente.
O termo Globalização, apesar de ser considerado por muitos um processo gradativo que se iniciou com a expansão marítima europeia, difundiu-se no meio intelectual apenas a partir da década de 1980. Assim, a sua consolidação ocorreu na segunda metade do século XX em diante, com a difusão do neoliberalismo, a propagação de tecnologias, a integração econômica e comercial entre os países, a formação e expansão dos blocos econômicos e o fortalecimento das instituições internacionais, tais como a OTAN e a ONU. Além disso, os principais agentes da globalização são, sem dúvidas, as empresas transnacionais, também conhecidas como multinacionais ou globais.

O que é neoliberalismo: resumo

O neoliberalismo é um modelo socioeconômico criado durante a década de 1970, na Europa, e baseado no liberalismo clássico. Em outras palavras, trata-se de uma teoria econômica para orientar as políticas baseadas no capitalismo.
Os neoliberais, de uma forma geral, pregam que para uma sociedade ter progresso econômico, é preciso que o Estado não interfira na economia, o chamado “Estado Mínimo”. Eles defendem a privatização das empresas estatais, o fim das políticas sociais, o incentivo à competitividade internacional, entre outras coisas.

Karl Marx e a Luta de Classes

Karl Marx foi um importante sociólogo e filósofo alemão. Seus pensamentos e ideias acabaram influenciando diversas áreas de estudos, e, hoje, é considerado um dos maiores revolucionários e intelectuais da história. Confira 7 conceitos de Karl Marx que você deve saber para a prova do Enem:
Classes sociais:
Classe social pode ser definida como um grupo de agentes sociais nas mesmas condições no processo de produção, e que possuem afinidades políticas e ideológicas. Segundo Marx, a divisão da sociedade em classes é consequência dos papeis desiguais que os grupos sociais têm no processo de produção. De acordo com a teoria marxista, em todas as sociedades capitalistas existe uma classe dominante, que controla direta ou indiretamente o estado, e as classes dominadas por esta. A classe dominante seria aquela que impõe a estrutura social mais adequada para a exploração da força de trabalho. 
Luta de classes:
O conceito de luta de classes está bastante relacionado ao conceito de classes sociais. Para Marx, entre as classes de cada sociedade há uma luta constante por interesses opostos, na sociedade capitalista, a divisão social ocorreu devido a apropriação dos meios de produção para um grupo de pessoas (burgueses) e outro grupo explorado devido à sua capacidade e força de trabalho (proletariado).
Mais-valia:
Seguindo a lógica de Marx para definir a luta de classes, os trabalhadores são economicamente explorados e os patrões obtém o lucro através da chamada mais-valia. A mais valia significa a diferença entre o valor produzido pelo trabalho e o salário pago ao trabalhador. É, portanto, a base de exploração do sistema capitalista sobre o trabalhador.
Há dois tipos de mais valia:
  • Mais Valia Absoluta: nesse caso, o operário realiza o trabalho em determinado tempo que, se fosse calculado em valor monetário, resultaria na desigualdade entre o trabalho e o salário. Ou seja, o lucro surge com a intensificação do trabalho pelo aumento de horas na jornada laboral.
  • Mais Valia Relativa: nesse caso, a mais valia é aplicada através do uso da tecnologia, por exemplo, aumentar o número de máquinas numa fábrica, no entanto, sem aumentar o salário dos trabalhadores. Assim, a produção e o lucro aumentam ao mesmo tempo que os números de trabalhadores e o salário permanecem igual.
Alienação:
A alienação, para Marx, seria uma espécie de aprisionamento. Para ele, o trabalho, ao invés de realizar o homem, o escraviza. Sua vida passa a ser medida pelo o que ele possui e não pelo o que ele é. Para o sociólogo alemão, existem diferentes formas de alienação, como a religião ou o Estado. Mas a alienação principal para Marx seria a econômica.
Consciência de classe:
O conceito de consciência de classe diz respeito ao sentimento de pertencimento que um indivíduo tem pela classe social específica a que pertence. Desta forma, um indivíduo com consciência de classe irá agir de forma solidária com os restantes membros desta classe, na defesa dos interesses coletivos. A consciência de classe é determinada  pela luta de classes.
Proletariado:
Karl Marx entendia que a única riqueza que um trabalhador poderia possuir e multiplicar era sua prole (filhos). No processo das primeiras Revoluções Industriais, os trabalhadores buscavam ter muitos filhos para que eles se tornassem os novos “braços trabalhadores” para o mercado de trabalho. O termo proletariado surge para designar essa massa de trabalhadores prontos para venderem suas forças de trabalho. O proletariado é o oposto à burguesia dentro da teoria marxista, é o que possui apenas a força de trabalho como propriedade.
Força de trabalho:  
Marx diz que não é o trabalho que é explorado pela sociedade capitalista, mas sim a “força de trabalho” ou a capacidade de trabalho que um operário tem. Segundo as normas da economia capitalista, esta força de trabalho é paga pelo seu “valor”, e o salário é o que permite manter e reproduzir a força de trabalho.

terça-feira, 5 de maio de 2020

Classe social para Karl Marx

O filósofo e sociólogo alemão Karl Marx foi um crítico da divisão de classes sociais. Para o pensador, a divisão social do trabalho nada mais é que a exploração do trabalhador por parte da classe burguesa. Só existem, segundo Marx, duas classes sociais: a burguesia (donos dos meios de produção) e o proletariado (trabalhadores explorados pela burguesia).
Na ótica marxista, a burguesia estaria usurpando a força de trabalho das pessoas por meio da exploração de sua miséria para conseguir fazer com que esses trabalhadores gerem lucros para o próprio burguês. Dessa maneira, não haveria (e realmente não há) mobilidade social quase nenhuma, pois as pessoas eram exploradas e não tinham condições de caminhar entre os estratos sociais e ascender socialmente, sendo exploradas pela burguesia por toda a sua vida. Toda essa dinâmica capitalista que deu origem à teoria marxista, também conhecida como materialismo histórico dialético ou socialismo científico, foi detalhadamente descrita no livro O Capital.
A exploração das classes era, para Marx, elemento suficiente para justificar uma revolta do proletariado contra a burguesia. Essa revolta, chamada de revolução do proletariado, foi defendida no livro Manifesto do Partido Comunista, escrito por Marx e seu parceiro intelectual, o também filósofo, jornalista e escritor Friedrich Engels. Para os pensadores, após a revolução, haveria a instauração de uma ditadura do proletariado, que tomaria os meios de produção (as fábricas e a propriedade privada) e tornaria esses meios propriedade do Estado.
O Estado implantaria um sistema de governo igualitário, com igual distribuição de renda. Com o tempo, a tendência, segundo Marx e Engels, era que a burguesia sumisse a partir da repressão, até chegar ao ponto em que a burguesia e a propriedade privada não mais existiriam, extinguindo as diferenças de classes sociais, ou seja, acabando com a diferenciação de classe e, consequentemente, com as classes sociais. A partir daí, não haveria mais a necessidade de um governo repressor ditatorial com um Estado forte e controlador, e o governo tenderia para um comunismo de perfeita igualdade.
fonte: Brasil Escola

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Ação Social em Max Weber

O que é ação social?

Para entender o que é a ação social, é preciso voltar no tempo e lembrar o objetivo do surgimento da Sociologia. Como ciência humana, tratou de estudar o comportamento do indivíduo e estabelecer um elo entre as pessoas e as instituições — com ou sem fins lucrativos — para formação de ideias e grupos.
Com isso, a ação social tornou-se ferramenta importante para proporcionar melhor integração e, assim, potencializar o desenvolvimento do pensamento e do comportamento humano em virtude das necessidades apresentadas pelo outro em uma constante via de mão dupla.

Tipos de ação social

A partir do conceito fundamentalista de Max Weber, de que a função sociológica é analisar e entender o sentido das interações, foi possível delinear as ações e dividir em grupos específicos com finalidades e causas distintas.
Compreender o universo em que o indivíduo está inserido facilita o agrupamento de acordo com a justificativa que ele apresenta para um determinado tipo de comportamento.
Conheça, a seguir, os 4 tipos de ação social preconizados pela Sociologia!

1. Ação social racional com relação a fins

É pautada na racionalidade, em que a finalidade da ação justifica a intenção e os meios empregados para alcançar o objetivo. Como exemplo, podemos perceber que, em um mundo heterogêneo, a estratificação social é um problema generalizado, visto que em tantos lugares, muitas pessoas se mantêm indiferentes à desigualdade de classes.

2. Ação social racional com relação a valores

Antes de alcançar um resultado, esse tipo de ação se importa primeiro com o meio empregado para chegar à derradeira finalização. A motivação pode estar intimamente ligada às crenças, à política, à ética e às religiões.

3. Ação social afetiva

Nesse tipo de ação, os sentimentos — esperança, ciúmes, inveja, medo, paixão, vingança, compaixão — são a engrenagem motivacional, tanto positiva quanto negativamente, e correspondem ao que indivíduo agente sente pelo outro.

4. Ação social tradicional

Os ensinamentos repassados de geração em geração criam uma forte introjeção de valores baseados em hábitos, costumes e tradições familiares ou oriundos do meio em que se vive.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

FILME: DIVERGENTE


Sinopse: 
Na futurística Chicago, quando a adolescente Beatrice (Shailene Woodley) completa 16 anos ela tem que escolher entre as diferentes facções que a cidade está dividida. Elas são cinco e cada uma representa um valor diferente, como honestidade, generosidade e coragem. Beatrice surpreende a todos e até a si mesma quando decide pela facção dos destemidos, diferente da família. Ao entrar para a Audácia ela torna-se Tris e entra numa jornada para afastar seus medos e descobrir quem é de verdade. Além disso conhece Quatro (Theo James), rapaz experiente que consegue intrigá-la e encantá-la ao mesmo tempo.

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terça-feira, 2 de abril de 2019

Masculinidade Hegemônica


O que emergiu dessa matriz em meados dos anos 1980 foi análogo, em termos de gênero, às pesquisas na sociologia sobre estruturas de poder, dando centralidade ao grupo dominante. A masculinidade hegemônica foi entendida como um padrão de práticas (i.e., coisas feitas, não apenas uma série de expectativas de papéis ou uma identidade) que possibilitou que a dominação dos homens sobre as mulheres continuasse.
A masculinidade hegemônica se distinguiu de outras masculinidades, especialmente das masculinidades subordinadas. A masculinidade hegemônica não se assumiu normal num sentido estatístico; apenas uma minoria dos
homens talvez a adote. Mas certamente ela é normativa. Ela incorpora a forma mais honrada de ser um homem, ela exige que todos os outros homens se posicionem em relação a ela e legitima ideologicamente a subordinação global das mulheres aos homens.
Homens que receberam os benefícios do patriarcado sem adotar uma versão forte da dominação masculina podem ser vistos como aqueles que adotaram uma cumplicidade masculina. Foi em relação a esse grupo, e com a complacência dentre as mulheres heterossexuais, que o conceito de hegemonia foi mais eficaz. A hegemonia não significava violência, apesar de poder ser sustentada pela força; significava ascendência alcançada através da cultura, das instituições e da persuasão.
Esses conceitos eram abstratos em vez de descritivos, definidos em termos da lógica do sistema patriarcal de gênero. Assumiam que as relações de gênero eram históricas e, dessa forma, as hierarquias de gênero eram sujeitas a mudanças. Nesse sentido, as masculinidades hegemônicas passaram a existir em circunstâncias específicas e eram abertas à mudança histórica. Mais precisamente, poderia existir uma luta por hegemonia e formas anteriores de masculinidades poderiam ser substituídas por novas. Esse foi um elemento de otimismo numa teoria de outra forma bastante sombria. Talvez fosse possível que uma maneira de ser homem mais humana, menos opressiva, pudesse se tornar hegemônica como parte de um processo que levaria à abolição das hierarquias de gênero.
CONNELL, Robert W. ; MESSERCHMIDT, James W. “Masculinidade hegemônica: repensando o conceito”. Revista Estudos Feministas, V.21, N.1, p.244 e 245, 2013.

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